O modelo de MEI (Microempreendedor Individual) se tornou muito popular nos últimos anos por sua simplicidade e baixo custo. Hoje, quase 70% das empresas ativas no Brasil estão enquadradas como MEI. Mas nem todo profissional pode optar por esse formato.
É comum que muitos descubram só depois da abertura que sua atividade não é permitida como MEI. Para evitar problemas com a Receita Federal, é fundamental entender quem pode e quem não pode se enquadrar nesse regime — e quais são as alternativas disponíveis.
Quem pode ser MEI
Para atuar como MEI, o empreendedor precisa seguir algumas regras básicas:
- Ter faturamento anual de até R$ 81 mil (ou R$ 6.750,00 mensais em média);
- Contratar no máximo 1 funcionário;
- Exercer uma das atividades permitidas pela lista oficial de CNAEs do MEI;
- Não ser sócio, administrador ou titular de outra empresa.
Entre as atividades mais comuns que podem ser MEI estão:
- Eletricistas;
- Mototaxistas;
- Confeiteiros e cozinheiros;
- Cabeleireiros;
- Artesãos, entre outros.
Quem não pode ser MEI
Profissões que exigem formação acadêmica e registro em conselho de classe não podem ser MEI. Isso acontece porque o MEI é voltado para atividades mais simples, sem exigência de regulamentação profissional.
Não podem ser MEI:
- Médicos;
- Dentistas;
- Nutricionistas;
- Psicólogos;
- Engenheiros;
- Advogados;
- Programadores e desenvolvedores de software;
- Jornalistas;
- Veterinários;
- Administradores, entre outros.
Se sua profissão está fora da lista de atividades do MEI, a alternativa é abrir uma Microempresa (ME) ou outro formato empresarial.
O que muda ao abrir uma Microempresa
Diferente do MEI, a Microempresa (ME) amplia o leque de possibilidades e não impõe tantas restrições. Veja algumas diferenças importantes:
- Faturamento anual de até R$ 360 mil;
- Possibilidade de contratar mais funcionários;
- Obrigatoriedade de contabilidade registrada no CRC;
- Possibilidade de incluir sócios e abrir filiais;
- Mais opções de regimes tributários, como Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real.
Além disso, as MEs costumam ter maior acesso a crédito e financiamentos, além de transmitirem mais credibilidade no mercado.
Tipos de Microempresa
Ao abrir uma ME, o empreendedor pode escolher entre diferentes naturezas jurídicas:
- Empresário Individual (EI): ideal para quem deseja atuar sozinho.
- Sociedade Limitada Unipessoal (SLU): permite abrir empresa sem sócio, com proteção patrimonial.
- Sociedade Limitada (LTDA): indicada para empreendimentos em sociedade.
- Sociedade Simples: voltada a profissionais intelectuais e cooperativas.
- Sociedade Anônima: voltada a empresas maiores, com divisão em ações.
Essa flexibilidade permite que cada profissional encontre o modelo que melhor se adapta ao seu negócio.
Vantagens de migrar para ME
Abrir uma Microempresa pode trazer diversos benefícios em relação ao MEI:
- Regime tributário simplificado e vantajoso no Simples Nacional;
- Possibilidade de contratar equipe e expandir operações;
- Maior credibilidade com fornecedores e clientes;
- Estrutura profissionalizada, com suporte contábil;
- Acesso a programas de incentivo e crédito empresarial.
Ou seja: mesmo que não possa ser MEI, existe um caminho viável e estratégico para formalizar seu negócio e crescer de forma segura.
Conclusão
Nem todas as profissões podem ser MEI, mas isso não significa que não haja alternativas. A abertura de uma Microempresa é o próximo passo para quem quer expandir, aumentar faturamento e ter mais credibilidade.
Na Germin, ajudamos profissionais e empreendedores a escolherem o melhor modelo de empresa, sempre com foco em economia tributária e crescimento sustentável.